Risco de contaminação perdura há 20 anos

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(Agência Minas de Notícias) –  A contenção de um vazamento de esgoto há poucos dias no manancial da água mineral de Cambuquira, no Sul de Minas, reacende a preocupação dos ambientalistas com a salubridade precária das fontes locais. A ameaça do contágio hídrico é causada pelo desmatamento e ocupação ilegal dos terrenos próximos, iniciada em 1990.

Embora o lençol freático tenha sofrido risco elevado de contaminação, as autoridades municipais não apresentaram laudo de análise biológica das águas minerais. As fontes foram abertas normalmente para os turistas neste feriadão da Páscoa.

Condenação à revelia

A negligência no trato dos recursos minerais da cidade remonta a 1993, quando o Tribunal da Água se reuniu em Florianópolis para julgar os principais problemas hídricos do país. A prefeitura de Cambuquira foi condenada por falha na fiscalização do gerenciamento do solo, e a administradora das fontes, Hidrominas (hoje é a estatal Copasa), por omissão.

O processo referiu-se à poluição das fontes por resíduos sólidos e esgotos domésticos e destruição da área de preservação. Até hoje, em todo o Brasil, Cambuquira foi o único caso em que ninguém compareceu ao tribunal para apresentar a defesa.

Em 2007, um vereador de Cambuquira, Sebastião Carlos Gonçalves (PL), já solicitava providências do município para “consertar a rede de esgotos do Bairro da Figueira que se encontra estourado” (ofício 011/2007) e “fazer a retirada do lixo existente na Mata do Parque das Águas de Cambuquira” (084/2007). O problema não é novo, mas está se agravando rapidamente.

(Veja também: “Água Cambuquira pode estar contaminada”)


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