Lixão de Cambuquira é o mais perigoso

by

especial-l11

(Cedecom / Belo Horizonte) – Estudo da Universidade Federal de Minas Gerais divulgado ontem aponta Cambuquira, no Sul de Minas, como local do mais perigoso lixão na região não mineradora do estado. No quadro geral (sem considerar tipo de atividade) das 230 cidades avaliadas, a ex-estância turística alcança a 3ª pior condição, seguida por Três Pontas.

Possuindo os despejos de maior risco no estado, as cidades mineradoras de Santa Bárbara e Conselheiro Lafaiete têm o problema agravado pela topografia desfavorável, enquanto Cambuquira e Três Pontas são mais afetadas por fatores naturais e ação humana. Estes municípios apresentam os piores índices ambientais, sanitários e sociais nos lixões.

A prática de descartar o lixo sem tratamento provoca sérios danos ambientais, e o chorume contamina lençóis freáticos, cursos livres de água e o ar, além de atrair roedores e insetos.

2% de MG têm aterros sanitários

A análise foi realizada pela IGC/UFMG (Instituto de Geociência da Universidade Federal de Minas Gerais) e avaliou a situação socioambiental de 42% dos 559 lixões existentes nos 853 municípios mineiros. O pesquisador Gerson Mattos Freire, que dirigiu o trabalho, avalia que apenas 55 cidades destinam seus resíduos para usinas de triagem e compostagem, enquanto somente 17 dispõem de aterros sanitários.

“Segundo a legislação, 70% dos lixões mineiros devem deixar de operar em 2011. Como os municípios não possuem recursos para promover as melhorias necessárias nas áreas degradadas, apesar da existência do ICMS ecológico, o estado, como parceiro no processo, terá de estabelecer prioridades”, observa Freire, que colocará seu estudo à disposição do governo de Minas, por meio da Feam.

O cientista utilizou dados de fatores naturais e antrópicos fornecidos pela Geominas, Copasa, IEF, Igam e Feam, entre outros órgãos públicos e ambientais.


%d blogueiros gostam disto: