Estudar demais faz mal

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Entrevistado ontem pelo jornal Estado de Minas a respeito de manter um dos lixões de maior periculosidade ambiental do estado, Avilde Gomes da Silva, diretor de Obras de Cambuquira, no Sul de Minas, afirmou que “a prefeitura estuda a criação de um aterro sanitário”. Faltou informar: quando, como, quem e onde.

Seria muito providencial que a prefeitura apresentasse publicamente o que tem estudado sobre o problema. Porque, até agora, a única esperança da cidade é uma eventual atitude do governo estadual, em regime de emergência, para evitar o desastre ecológico.

A boa notícia é que outra informação prestada por Avilde ao jornalão é incorreta: Cambuquira não produz 12 toneladas diárias de lixo, como ele informou, mas perto da metade disso. A média de 1 kg por dia por pessoa, que já caiu em desuso, era aplicável somente a metrópoles – não é, absolutamente, o perfil da alterosa cidadezinha, que deve ficar na faixa em torno de 0,65 kg habitante/dia. Menos mal.

Há cerca de um mês, a prefeitura havia declarado que estudava a correção do asfaltamento bizarro do bairro Marimbeiro, e não fez nada. Agora, diz estudar a solução para os resíduos sólidos. Talvez fosse o caso de a municipalidade empregar menos estudantes e mais profissionais.


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