O ‘CONTO DO PIRIPAU’

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No episódio nebuloso envolvendo o ex-prefeito Marcos Vinícius e assessores dele na compra do Pico do Piripau em Cambuquira, há alguns anos, o castigo demorou mas não falhou.

É que a Lei Ambiental passou a considerar como área de preservação o topo (terço superior) dos morros. Assim, pela nova legislação, nada pode ser construído no cume. Até o conjunto de antenas, instalado irregularmente lá em cima, está sujeito a demolição.

Elefante branco

Com isso, o Pico do Piripau se tornou o maior mico na mão daqueles que achavam estar dando um golpe de mestre. Nada pode ser feito lá, exceto, talvez, o simples voo livre. Mas o próprio ex-prefeito, acredite, acabou com este esporte em Cambuquira.

Colocado à venda, o Piripau não encontra interessados, ainda mais que, segundo fontes da cidade, os donos estão pedindo o absurdo de R$100 mil pela área que “adquiriram”, na verdade, por cerca de R$30 mil. E hoje não vale a metade disso, transformado num pico assombrado e imexível.

Desinteresse ou cumplicidade?

Tampouco a administração atual do sr. Evanderson “Kaka” Xavier (PT) mostrou atitude para resgatar o esporte e o local. Sua assessoria jurídica poderia ter solicitado investigação da operação da compra efetuada pela equipe do ex-prefeito, com o agravante de que a área estava arrendada à própria prefeitura na ocasião.

Também caberia indenização pelas benfeitorias realizadas no Piripau pela prefeitura e povo de Cambuquira durante vários anos. E, em último caso, requerer desapropriação por interesse público.

Aliás, por que será que a Câmara de Vereadores não abordou este episódio do Piripau na recente CPI que investigou atos do ex-prefeito? Será que tem gente com “rabo preso” nesta história?


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